Março Lilás: o presente que toda mulher deve se dar é a prevenção

Março Lilás: o presente que toda mulher deve se dar é a prevenção

No dia 08 de março, celebramos as conquistas históricas das mulheres. Mas, para a Rede Feminina de Combate ao Câncer e órgãos de saúde em todo o Brasil, este mês carrega uma missão extra: salvar vidas através do diagnóstico precoce. O Março Lilás foca na conscientização sobre o câncer do colo do útero, mas abre as portas para um check-up completo da saúde feminina, incluindo a atenção rigorosa ao câncer de mama.

1. Câncer de mama: novas diretrizes no Brasil

O câncer de mama é o que mais afeta as brasileiras. Recentemente, o Ministério da Saúde atualizou recomendações para ampliar o acesso ao diagnóstico:

  • Idade para Mamografia: O rastreamento regular (rastreamento ativo) agora é recomendado para mulheres de 40 a 74 anos.
    • Nota: Anteriormente, a recomendação de rotina era a partir dos 50 anos, mas a nova diretriz permite que mulheres a partir dos 40 anos realizem o exame bianualmente de forma preventiva no SUS.
  • Periodicidade: Geralmente a cada 2 anos para mulheres sem sintomas. Se houver histórico familiar de primeiro grau (mãe ou irmã), o médico pode antecipar essa rotina.
  • Sintomas de Alerta: Nódulos (caroços) fixos e indolores, alterações no mamilo, saída de líquido sem apertar, pele com aspecto de “casca de laranja” ou vermelhidão persistente.

2. Câncer de colo do útero: a importância do papanicolau e da vacina

Diferente de outros tumores, este é quase 100% evitável. Ele é causado principalmente pela infecção persistente do vírus HPV.

  • O Exame (Papanicolau): Deve ser feito por mulheres (ou qualquer pessoa com colo do útero) que já iniciaram a vida sexual.
  • Idade e Frequência: Entre 25 e 64 anos. Após dois exames anuais seguidos com resultado normal, a frequência passa a ser a cada 3 anos.
    • Atualização 2026: O Brasil está em fase de transição para o uso de testes moleculares de DNA-HPV, que são ainda mais precisos e podem ser feitos em intervalos maiores (a cada 5 anos), conforme disponibilidade na rede de saúde.
  • Sintomas de Alerta: Sangramento após a relação sexual, corrimento com odor forte ou dores pélvicas fora do período menstrual.

3. Hábitos que blindam a saúde da mulher

A ciência estima que cerca de 30% a 50% dos casos de câncer podem ser evitados com mudanças no estilo de vida. Para uma saúde plena, os pilares são:

  1. Alimentação Antinflamatória: Priorize alimentos in natura (frutas, legumes, cereais integrais) e reduza drasticamente os ultraprocessados (embutidos, refrigerantes).
  2. Atividade Física: O exercício ajuda a regular os níveis hormonais, reduzindo o risco de tumores de mama.
  3. Controle do Peso: O excesso de gordura corporal gera um estado inflamatório que facilita o surgimento de células cancerígenas.
  4. Amamentação: Amamentar o máximo de tempo possível é um fator de proteção comprovado contra o câncer de mama.
  5. Evitar Álcool e Tabaco: Não existe dose segura de álcool quando o assunto é risco oncológico.

Tabela de bolso: quando agendar seu exame?

ExameQuem deve fazer?Com qual frequência?
PapanicolauMulheres de 25 a 64 anosAnual (após 2 normais, a cada 3 anos)
MamografiaMulheres de 40 a 74 anosA cada 2 anos (ou conforme indicação médica)
Vacina HPVMeninas e meninos (9 a 14 anos)Dose única (conforme novo protocolo do MS)

Mensagem Final: Não espere sentir dor para procurar um médico. O câncer, em sua fase inicial, costuma ser silencioso. Aproveite o Março Lilás para colocar seus exames em dia. Procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima ou a Rede Feminina de sua cidade.


Fontes Consultadas:

  • INCA (Instituto Nacional de Câncer): Dados sobre incidência e prevenção de câncer de mama e colo do útero.
  • Ministério da Saúde (gov.br): Novas diretrizes de rastreamento de mamografia (setembro/2025) e protocolo de vacinação HPV.
  • FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia): Orientações sobre o exame de DNA-HPV e rastreamento organizado.
  • Agência Brasil (EBC): Atualizações sobre políticas públicas de saúde da mulher para 2026.

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