Olhos vermelhos e irritados? saiba tudo sobre a conjuntivite e como se proteger
Você acordou com a sensação de “areia nos olhos”, vermelhidão ou pálpebras grudadas? Esses são os sinais clássicos da conjuntivite, uma inflamação da membrana que reveste o globo ocular. Embora comum, a doença exige cuidados específicos para não se tornar um surto na família ou no trabalho.
Nesta matéria, explicamos como a doença se comporta, os diferentes tipos e o que você deve fazer para tratar.
Quando a doença é mais comum?
A conjuntivite não escolhe estação, mas o motivo da inflamação muda conforme o calendário:
- Outono e Inverno: É a temporada da conjuntivite viral. Com as pessoas passando mais tempo em locais fechados e a maior circulação de vírus respiratórios, o contágio dispara.
- Primavera e Verão: O aumento de pólen no ar favorece a conjuntivite alérgica. Além disso, o uso frequente de piscinas e o calor intenso facilitam a proliferação da conjuntivite bacteriana.
Como ocorre a contaminação?
A transmissão é rápida e acontece de duas formas principais:
- Direta: Contato com as secreções oculares de uma pessoa infectada.
- Indireta: Tocar em objetos contaminados (maçanetas, celulares, teclados, corrimãos) e, em seguida, levar as mãos aos olhos. Compartilhar toalhas, maquiagens e fronhas é um dos erros mais comuns.
Conheça os tipos e níveis de gravidade
Nem toda conjuntivite é igual. Identificar o tipo é fundamental para o tratamento correto:
| Tipo | Sintomas Marcantes | Gravidade/Contágio |
| Alérgica | Coceira intensa e inchaço; afeta os dois olhos. | Leve: Não é contagiosa. |
| Viral | Secreção aquosa (transparente) e sensibilidade à luz. | Moderada: Altamente contagiosa. |
| Bacteriana | Secreção espessa, amarelada ou esverdeada (pus). | Moderada a Grave: Requer antibiótico. |
Atenção: Se houver dor intensa, visão turva ou uma mancha branca na córnea, procure um oftalmologista imediatamente. Estes podem ser sinais de complicações graves.
Ciclo da doença: quanto tempo dura?
Após o contato com o agente causador, os sintomas costumam aparecer entre 2 a 7 dias.
- A versão viral é a mais persistente, podendo durar de 7 a 15 dias.
- A bacteriana, quando tratada corretamente com colírios específicos, apresenta melhora significativa em 48 a 72 horas.
Tratamento e primeiros socorros
O tratamento depende do diagnóstico médico, mas algumas medidas ajudam no alívio imediato:
- Limpeza: Use compressas de soro fisiológico ou água filtrada gelada para limpar as secreções e aliviar o inchaço.
- Hidratação: Colírios lubrificantes (lágrimas artificiais) ajudam no conforto, mas devem ser indicados por um profissional.
- Higiene Rigorosa: Lave as mãos com frequência, não compartilhe objetos pessoais e troque as fronhas do travesseiro diariamente.
Importante: Nunca utilize sobras de colírios de outras pessoas ou medicamentos com corticoides sem receita. O uso incorreto pode causar danos irreversíveis à visão, como o aumento da pressão ocular.
Fontes Consultadas:
- Ministério da Saúde (Brasil)
- Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)
- Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO)
- Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)



