Ciência comprova como o própolis blinda o sistema imunológico
Muito além da sabedoria popular, a “cola das abelhas” consolida-se na medicina moderna como um potente imunomodulador e anti-inflamatório. Entenda a diferença entre os tipos e como usar da forma correta.
O que as abelhas utilizam para vedar frestas e esterilizar a colmeia tornou-se um dos suplementos mais procurados em farmácias e lojas de produtos naturais. O própolis, frequentemente chamado de “antibiótico natural”, deixou de ser apenas um remédio caseiro para ganhar o respaldo de robustas pesquisas científicas. Mas, afinal, o que torna essa substância tão especial e como ela atua no corpo humano?
A engenharia por trás da resina
Diferente do mel, que serve como alimento, o própolis é a ferramenta de defesa biológica das abelhas. Elas coletam resinas de brotos e cascas de árvores, misturando-as com enzimas salivares e cera. O resultado é uma substância resinosa capaz de impedir a entrada de fungos, bactérias e vírus no ambiente confinado da colmeia.
No corpo humano, essa ação se traduz em imunomodulação. “O própolis não apenas ‘estimula’ o sistema imune; ele o regula. Ele ajuda as células de defesa a agirem com mais eficiência contra patógenos, sem causar uma resposta inflamatória exagerada”, explicam especialistas da área de fitoterapia.
Verde, Vermelho ou Marrom: Qual escolher?
A eficácia do própolis está diretamente ligada à flora visitada pelas abelhas. No Brasil, a biodiversidade favorece variedades únicas no mundo:
- Própolis Verde: Extraído do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia), é o mais estudado. Contém o Artepillin C, um composto com alto poder antitumoral e antioxidante.
- Própolis Vermelho: Encontrado em regiões de mangue no Nordeste, destaca-se pela presença de isoflavonoides, sendo excelente para o combate aos radicais livres e saúde hormonal.
- Própolis Marrom: É o tipo mais comum e versátil, excelente para o tratamento de afecções nas vias aéreas e cicatrização.
Benefícios comprovados
Embora o foco seja a imunidade, a aplicação clínica do própolis é vasta:
- Ação Antiviral: Reduz o tempo de recuperação de gripes e resfriados.
- Poder Cicatrizante: Acelera a regeneração de tecidos em queimaduras e feridas.
- Saúde Bucal: Combate a placa bacteriana e gengivites devido às suas propriedades antissépticas.
Dosagem e segurança: o papel do especialista
Apesar de ser um produto de origem natural e amplamente disponível como extrato (alcoólico ou aquoso), o própolis é considerado um fitoterápico em diversas formulações.
O uso indiscriminado pode não trazer os benefícios esperados ou causar reações alérgicas em pessoas sensíveis a produtos apícolas. A recomendação geral de consumo varia entre 10 a 30 gotas diárias, mas a orientação de um médico ou nutricionista é fundamental para ajustar a dose às necessidades individuais, especialmente para crianças, gestantes ou pacientes com doenças crônicas.
Fontes Consultadas:
- Ministério da Saúde (Portal da Saúde): Guia de Práticas Integrativas e Complementares.
- ANVISA: Regulamentação de suplementos e fitoterápicos.
- EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária): Relatórios sobre a biodiversidade apícola e diferenciação de tipos de própolis.
- Pubmed/NCBI: Revisões científicas sobre as propriedades biológicas do Artepillin C.



